A tarefa mais difícil da adolescência

Foto por Thiago Matos em Pexels.com

Se separar dos pais! 


Todo adolescente tem que trilhar um caminho de crescimento que inclui enxergar o mundo com os próprios olhos, mas este olhar é sempre influenciado pelo relacionamento com os pais. 
A separação do adolescente em relação aos pais inclui abandonar a ideia que a felicidade está em satisfazer os pais. E a descoberta e aprendizado, libertador, de saber que ele pode buscar sua própria satisfação independente do desejo dos pais. 


Muitas pessoas mesmo depois de adulta permanecem presas ao desejo dos pais. O desejo dos pais continua a funcionar neles como se fossem próprios e o que eles querem continua dependente do que os pais queriam. Mesmo quando se dedicam a fazer o inverso do que os pais queriam, sua vida continua a ser inteiramente constituída em oposição ao desejo dos pais, e portanto continua a depender deles. 
 É muito comum que, ao passar por terapia as pessoas percebam que aquilo que querem tem ligação com as outras pessoas significativas da sua vida, e assim se dão conta de que são “alienados”, de que seus desejos não são seus como haviam pensado. Até seus desejos mais secretos revelam ter sido de outra pessoa antes de se tornarem seus, ou parecerem fabricados para satisfazer outra pessoa. 


O adolescente percebe todo o mundo a sua volta e tem a difícil tarefa de tornar-se independente de sua família, criar sua própria identidade e dar um rumo a sua vida. Calligaris (2000) chega a dizer que os adolescentes ficam ansiosos por tomarem conta de sua existência e se lançarem para além dos portões da vida familiar. Isso tudo permeado por uma espécie de metamorfose em seu corpo. É bem no meio da transformação do corpo que acontece também uma das principais transformações internas: O processo de se constituir um ser individual, singular e autêntico. 

Fonte: Fink, Bruce. Introdução clínica à psicanálise lacaniana. Zahar, 2018

Amanda Garcia Kreyci CRP 06/130484

Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo. Não substituem o processo de psicoterapia e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico.

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