O que é a Psicanálise?

Psicanálise é um campo clínico teórico de estudos sobre o psiquismo humano. O objeto de estudo da psicanálise é o inconsciente. A psicanálise é uma prática que permite saber algo do inconsciente, e é nele que os sintomas são fabricados.
Na clínica, a Psicanálise irá colocar o sujeito frente ao mais singular de si mesmo: o seu desejo, aquilo que move cada um na construção do seu próprio caminho.  A Psicanálise é uma ferramenta que possibilita conhecer melhor aquilo que se é, essa compreensão nos leva a atuar de um modo diferente diante da própria história.

O inconsciente

Freud, o pai da Psicanálise disse: “não somos senhores de nossa própria casa”.

Sua mente é como uma casa, mas você é dono apenas de um pequeno cômodo.
Aquilo que é da razão é apenas uma parte de nós. Há partes em nós que temos acesso (consciente) e há partes que não temos acesso (inconsciente).
Apenas uma pequena parte do nosso pensamento e comportamento é regido pela consciência, por isso tantas angústias sem nome e dores que não se compreende a origem.
O inconsciente é a maior parte de nós, mesmo que você não o reconheça, ele está na sua ação, e se manifesta através dos sonhos, chistes, atos falhos e esquecimentos.
É nas confusões, esquecimentos ou omissões que acontecem no cotidiano que se expressa o inconsciente, de modo disfarçado. Esses pequenos “erros” é o jeito do psiquismo comunicar pensamentos que a razão consciente não permite. Essa é a maneira pela qual a verdade de cada um lhe escapa. Para a Psicanálise, toda a manifestação Inconsciente tem um sentido, um enigma a ser decifrado que revela a verdade de cada um, e cada um é responsável por aquilo que é seu, inclusive aquilo que lhe escapa.

A clínica Psicanalítica

O objetivo da psicoterapia psicanalítica é tornar conscientes os conteúdos inconscientes, possibilitando ao paciente a construção de uma nova narrativa sobre si, bem como de sua história. O “sucesso” da análise depende em grande parte do próprio paciente, do seu envolvimento no processo terapêutico e do seu desejo de compreender seu funcionamento.

Segundo Freud: “Quanto menos um homem conhece a respeito do passado e do presente, mais inseguro terá de mostrar-se seu juízo sobre o futuro”.

Tudo aquilo que vivemos faz parte de quem somos hoje, por isso as experiências de vida (infantis e atuais) serão investigadas durante a análise.

A fala é o principal instrumento de trabalho, é no falar livremente sobre si que o Inconsciente se apresenta. Em psicanálise a pessoa é convidada a falar, há uma regra, que Freud chamou de associação livre. O paciente deve falar sem filtros tudo o que vier à mente. É do discurso da palavra que provém o inconsciente. Falar é dar voz à sua verdade. O analista, por sua vez, trabalha em cima do que for dito, escutando, pontuando, devolvendo e questionando. A psicoterapia psicanalítica se baseia no vínculo que analista e paciente, gradualmente, estabelecem.

Tudo aquilo que você é, sente, pensa em relação a si mesmo e em relação ao mundo já está dentro de você. A única coisa que a Psicanalise faz é ajudar tudo isso vir à tona. Para isso o sujeito entrará em contato primeiramente com a forma que já possui, para aos poucos ir encontrando novas formas – de ser.

A análise é um caminho de buscas e descobertas, que são feitas gradativamente, as respostas nem sempre são logicas, como se acredita e se espera.

A análise é um mergulho profundo em si, que promove novas perspectivas sobre o passado, e mais autonomia e responsabilidade sobre suas escolhas. Primeiro você mergulha e vê o que encontra e ao emergir pode escolher o que fazer com isso. A clínica psicanalítica é um caminho rumo a mudança na vida daqueles que se propõem a seguir em frente.

Para que serve o divã?

A psicanálise busca com que cada um entre em contato com sua singularidade. Ao se deitar no divã o paciente fica livre do olhar do outro, consequentemente do julgamento que esse olhar representa sobre o que se fala, estar longe do que o olhar representa para o sujeito, auxilia no profundo contato com sua singularidade e possibilita uma fala livre da exigência logica. No divã surge a dimensão mais ímpar de um sujeito: a subjetividade.

Amanda Garcia CRP 06/130484

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