Três tipos de ciúmes

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O ciúme é um sentimento conhecido de todos nós. Todo mundo sente ou causa ciúmes em algum momento da vida. A fidelidade só se mantém com tentações constantes.

Ciúmes é um sentimento normal, sua ausência aponta para um problema, pois quem não sente é porque sofreu uma forte repressão.

Saiba como a psicanálise explica o que acontece no seu inconsciente no momento em que você está com ciúme.

  1. Competitivo ou normal: O sofrimento é causado pelo pensamento de perder o objeto amado. Quando você imagina que alguém pode te deixar, automaticamente se reconhece como um ser faltoso, incapaz de completar o outro. Esse tipo de ciúmes é indicativo de uma relação saudável, pois você reconhece que o outro é um ser desejante e que se você quiser continuar sendo amado pelo outro, precisa continuar conquistando. Nesse tipo de ciúmes existe uma autocritica positiva, a pessoa se autoavalia para reconhecer o que precisa desenvolver para se manter como objeto de amor do parceiro. Sentimentos de inimizade aos rivais.
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“Dar um tempo”

Damos um tempo porque somos apaixonados pelas ilusões.

Freud dizia que as ilusões são formadas por desejos.

Damos um tempo quando desejamos continuar algo que claramente já acabou.

Damos um tempo quando desejamos não nos responsabilizar por nossos desejos.

Damos um tempo pois nos recusamos admitir que o nosso tempo com alguém acabou.

Somos apaixonados pelas ilusões.

Preferimos acreditar que o tempo vai ajudar, mas bem lá no fundo nós sabemos que o tempo sozinho não faz nada, além de passar.

Não é o relógio que vai ajudar.

Damos um tempo porque nos recusamos a acreditar que algo que foi tão bom pode acabar.

Damos um tempo porque resistimos ao fim.

Somos apaixonados pelas ilusões.

Nos apegamos as boas lembranças e dizemos a nós mesmos que tudo vai voltar a ser como era antes.

Alguns puxam o curativo de uma vez, outros devagar.

Damos um tempo porque somos covardes, não temos coragem de nos despedir.

Somos apaixonados pelas ilusões.

Preferimos acreditar que dói menos doer aos poucos, perder aos poucos.

Damos um tempo para nos enganar, não queremos saber que vai acabar.

Damos um tempo por recusar a verdade.

É preciso saber lidar com a própria vida antes de inserir outra pessoa nela.

Damos um tempo quando não resta mais nada para dar e/ou mais nada para receber.

Damos um tempo para fazer um teste drive do fim.

Dar um tempo é a maior perda de tempo e a pior de todas as perdas é a perda de tempo.

Dar um tempo é sinônimo de indecisão.

O tempo é precioso demais para gastar com quem não sabe o que quer. 

Amanda Garcia Kreyci CRP 06/130484

Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo. Não substituem o processo de psicoterapia e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico.

Agende uma sessão ou entre em contato para mais informações: (19) 997428871

Paixão x Amor

Foto por Jasmine Carter em Pexels.com

A paixão é insana, o apaixonado tende a inventar uma pessoa que o completaria. Na paixão não existe meio termo, é 8 ou 80, a paixão é o lugar dos exageros, dos extremos.

A paixão se trata de uma fantasia de completude. Como a paixão é insana, o apaixonada não quer saber da realidade.

Na paixão nós confeccionamos uma fantasia para o outro e esperamos que ela sirva perfeitamente nele.

Na paixão existe o não querer saber, não queremos saber da falha do outro, da impossibilidade desse outro nos completar. Na paixão há uma tendência a querer virar uma pessoa só, mas esquecemos que quando duas pessoas se tornam uma só é porque uma delas deixou de existir.

Na paixão tendemos a querer viver somente aquilo intensamente e descartar todo o resto, na tentativa de se fundir com nosso par. Por isso os apaixonados acabam se afastando um pouco dos amigos, das atividades, da família. Os apaixonados se bastam e excluem todo o resto.

Mas a paixão não dura muito tempo, porque sua intensidade exige muita energia e uma hora isso acaba por nos cansar.

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A tarefa mais difícil da adolescência

Foto por Thiago Matos em Pexels.com

Se separar dos pais! 


Todo adolescente tem que trilhar um caminho de crescimento que inclui enxergar o mundo com os próprios olhos, mas este olhar é sempre influenciado pelo relacionamento com os pais. 
A separação do adolescente em relação aos pais inclui abandonar a ideia que a felicidade está em satisfazer os pais. E a descoberta e aprendizado, libertador, de saber que ele pode buscar sua própria satisfação independente do desejo dos pais. 

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Não tenha medo de se conhecer

Se arrumar a casa já dá preguiça, imagina colocar em ordem as coisas da mente?

Muitas vezes a arrumação nos faz perceber que tínhamos coisas que só ao pararmos para olhar é possível realmente se dar conta.

Você já reparou em como a bagunça começa? É uma coisinha largada aqui, outra esquecida ali…

Assim é nossa casa interior também. Se deixarmos as coisas acumularem fica mais difícil de dar conta depois.

Sem falar nas desculpas que arrumamos, né?

“Amanhã eu faço, hoje estou sem tempo.”

Mas mesmo sem tempo gastando boas horas rolando a tela do celular não é mesmo?

Dizemos para nós mesmos que podemos conviver com isso, passar por cima, fingir que não existe, mas uma hora ou outra a bagunça nos faz lembrar que ainda está lá. E parar pra cuidar dela exige esforço e sabedoria.

Você tem medo de se conhecer?

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“Dar um tempo”

Damos um tempo porque somos apaixonados pelas ilusões.

Freud dizia que as ilusões são formadas por desejos.

Damos um tempo quando desejamos continuar algo que claramente já acabou.

Damos um tempo quando desejamos não nos responsabilizar por nossos desejos.

Damos um tempo pois nos recusamos admitir que o nosso tempo com alguém acabou.

Somos apaixonados pelas ilusões.

Preferimos acreditar que o tempo vai ajudar, mas bem lá no fundo nós sabemos que o tempo sozinho não faz nada, além de passar.

Não é o relógio que vai ajudar.

Damos um tempo porque nos recusamos a acreditar que algo que foi tão bom pode acabar.

Damos um tempo porque resistimos ao fim.

Somos apaixonados pelas ilusões.

Nos apegamos as boas lembranças e dizemos a nós mesmos que tudo vai voltar a ser como era antes.

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Análise do filme Sete minutos depois da meia noite

sete minutos post

O filme aborda o doloroso trabalho de luto e vai fundo nessa temática ao acompanhar a história de Conor (atuação impecável de Lewis MacDougall) um menino que está perdendo sua mãe para um câncer. O filme começa com um sonho (pesadelo) onde o chão está desmoronando. Temos o costume de usar a expressão ficar sem chão quando passamos por alguma situação de extrema dificuldade. Como a morte, por exemplo.

O luto envolve emoções ambivalentes e o filme explora isso com muita beleza o tempo todo. Raiva, culpa, abandono, tristeza, agressividade, revolta, negação…

O filme apresenta o processo de luto em todas as suas fases: Negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Perder alguém lentamente é exaustivo e Continue lendo “Análise do filme Sete minutos depois da meia noite”

A ficha vai caindo…

orelhao

Antigamente o orelhão funcionava com fichas, quando a ligação era completada dava pra ouvir o barulho da ficha caindo. Hoje a gente diz que a ficha caiu quando chegamos a uma compreensão interna. E assim como no antigo orelhão, quando a ficha cai significa que uma conexão foi feita dentro da gente e isso faz um barulho danado.

A ficha vai caindo. O tempo vai passando e você percebe que aquilo estava ali o tempo todo e você se recusava a enxergar. A ficha vai caindo e você vai lembrando dos sinais que haviam, e se dá conta de que o que aconteceu não era nenhuma surpresa. A ficha vai caindo e você percebe que aquilo que era para ser reciproco se tornou unilateral. A ficha vai caindo e você descobre que sabia que sabia. Bem lá no fundo, a gente sempre sabe quando algo não vai bem. Sabe quando o sentimento é duvidoso, sabe quando as palavras são suspeitas, sabe quando as atitudes denunciam aquilo que a boca não consegue falar.

A ficha vai caindo e nos damos conta que as ilusões Continue lendo “A ficha vai caindo…”

Manifestações do inconsciente – Parte 4: Sintoma

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Dos conteúdos inconscientes se originam diversas manifestações de sofrimento psíquico, que se manifestam através dos sintomas, como TOC, ansiedade, fobia, angustia, depressão, entre outros.
O sintoma é uma mensagem do inconsciente. A psicanalise propõe que todo sintoma tem um sentido, que diz algo sobre a singularidade do sujeito.
Freud aponta no decorrer de sua obra que a origem do sintoma está relacionada com desejos recalcados que não puderam se manifestar por não serem socialmente aceitos. Portanto o sintoma de alguém sempre terá ligação com sua cultura e época em que vive, bem como com a história do sujeito e da sua família.
O sintoma é a expressão de um conflito psíquico, ou melhor dizendo Continue lendo “Manifestações do inconsciente – Parte 4: Sintoma”

Decepção dos pais em relação aos filhos: Ajustando as expectativas

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O processo de criação e educação dos filhos envolve expectativas e idealizações por parte dos pais que, na maior parte das vezes, não se concretizam ao longo do tempo. Como lidar com isso? Como enfrentar as decepções inerentes à constatação de que nossos filhos não são *exatamente* aquilo que sonhamos ou que planejamos para eles?

Segundo Freud, encontramos na atitude dos pais afetuosos em relação aos filhos uma revivescência do seu próprio narcisismo, ou seja, do amor por si mesmo. Os pais lhes atribuem todas as perfeições, e esperam que satisfaçam seus desejos e sonhos não realizados: os filhos não passarão pelas mesmas dificuldades pelas quais eles próprios passaram. Serão o “centro e o âmago da criação, Sua Majestade o Bebê ”, como os pais se imaginavam quando muito pequenos. A própria imortalidade é alcançada por meio dos filhos, já que são sentidos como os continuadores do legado dos pais.

Diante disso podemos compreender, em parte, os motivos para os sentimentos de decepção em relação ao filho. Projetam-se nele expectativas que correspondem a projetos pessoais dos pais e que muitas vezes não levam em conta a Continue lendo “Decepção dos pais em relação aos filhos: Ajustando as expectativas”

Manifestações do inconsciente – Parte 3: Sonhos

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De acordo com Freud “O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. O sonho é a realização de um desejo recalcado, que por ter sido expulso da consciência só pode se manifestar se for disfarçado. Portanto só é possível reconhecer o desejo expresso no sonho através da interpretação, que é feita no processo de análise a partir das associações do sonhador.

Para a Psicanálise todo sonho se apresenta como um enigma, uma linguagem cifrada que exige decifração.

O sonho é formado por imagens que visam representar palavras.

COMO NO JOGO REBUS Continue lendo “Manifestações do inconsciente – Parte 3: Sonhos”

Manifestações do inconsciente – Parte 2: Chiste

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Originada do alemão Witz, que significa “gracejo”. A palavra chiste é encontrada na obra de Freud, que o define como uma espécie de válvula de escape do inconsciente, um meio de dizer, em tom de brincadeira, aquilo que verdadeiramente pensa. O chiste é então uma forma de dizer o que se quer, porém sem ser direto, com isso evitando alguma forma de julgamento, afinal, o que foi dito não era sério, era só uma brincadeira, por isso acaba sendo aceito socialmente e ao mesmo tempo a pessoa sente um alívio interior por poder externalizar seu pensamento. O riso é uma forma de liberar tensão.
O chiste não é uma diversão elaborada, ele é espontâneo, no entanto fazer um chiste requer certa esperteza linguística. Quando ouvimos um comentário do qual achamos graça é porque damos a ele um sentido diferente daquele que realmente tem.
Para se produzir o chiste é necessário que se forme um laço social com o outro. O chiste é para o outro, e para produzir seu efeito de riso é preciso que o outro entenda o que foi dito. O chiste gera prazer, depois da experiência prazerosa tentamos replicar o prazer, por isso passamos para frente, contando para o outro.
De acordo com Freud, os chistes se dividem Continue lendo “Manifestações do inconsciente – Parte 2: Chiste”

Manifestações do inconsciente – Parte 1: Ato falho

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Quem nunca estranhou dizer uma palavra fora de contexto? Ter um sonho sem pé nem cabeça? Quem nunca disse algo engraçado ou riu por alguém dizer? Quem já se viu tento comportamentos que causam sofrimento ou repetindo atitudes apesar do empenho em modificá-las?
A partir da construção da teoria Psicanalítica, Freud nos mostra que grande parte do nosso funcionamento mental é inconsciente, e que apesar de não termos total acesso, é o inconsciente que nos determina, sendo responsável por grande parte de nossos atos e sentimentos.
Todo acontecimento inconsciente é dotado de sentido e pode ser descoberto por meio do método psicanalítico.
As produções do inconsciente são tentativas de trazer o material recalcado à tona. Esses conteúdos seriam insuportáveis para a consciência em seu estado original, portanto para que possam se manifestar procuram caminhos mais aceitáveis, de forma a se tornarem menos impactantes para a consciência.
No inconsciente há conteúdos em desacordo com a nossa moral, que é moldada pelas noções adquiridas a partir da necessidade de socialização. Freud aponta a importância do papel desempenhado pela limitação imposta pela civilização e seu valor como força capaz de excluir ideias da consciência. Essas ideias e afetos afastados da consciência sofrem alterações por meio de mecanismos criados pelo inconsciente, para que a ideia se torne aceitável e possa atingir a consciência e se manifestar através dos sonhos, atos falhos, chistes, esquecimentos e sintomas.
Com a proposta de que as pessoas conheçam um pouco mais dos fenômenos do inconsciente e da teoria da Psicanalise criei uma serie que pretende de forma sucinta apresentar uma breve ilustração das diversas formas que o inconsciente se manifesta no nosso cotidiano. A série será dividida em cinco parte, para que não fique muito denso. Cada tópico apresentará uma síntese de uma forma de manifestação do inconsciente. Essa é a parte 1. Para saber mais acompanhe os próximos textos.

Ato falho

Ato falho é quando temos a intenção de dizer algo, mas “sem querer” outra coisa escapa.
Que coisa é essa? A verdade. No ato falho você efetivamente diz o que pensa.
Freud no livro “Sobre a psicopatologia da vida cotidiana” aponta que até os erros mais comuns teriam um sentido oculto, que revela Continue lendo “Manifestações do inconsciente – Parte 1: Ato falho”

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