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Já conviveu com alguém bonzinho demais? Aquela pessoa legal que faz de tudo para ver o outro feliz?  Provavelmente você deve conhecer alguém que se encaixa nesse perfil, talvez você até seja um deles.
Se dedicar ao próximo é sem dúvida um ato de generosidade, principalmente nos dias de hoje. No entanto, existem outros pontos a serem pensados. Grande parte da bondade existe por vaidade. Muitas vezes existem uma série de questões ocultas por trás da bondade. Nem todos os generosos são altruístas genuínos. Tamanha bondade pode ser muito bem vista socialmente, mas psicologicamente falando, a história é outra. Boa parte dos bonzinhos priorizam o outro em seu próprio benefício, sem se darem conta de que no fundo, estão sendo vítimas de suas próprias fraquezas.
Algumas hipóteses ajudam a compreender melhor a dinâmica psicológica do bonzinho:

Carência: Quanto mais carente, mais doador. A bondade não genuína é fruto de uma carência que anseia por reconhecimento ou retribuição, os carentes vivem tentando “comprar” afeto com sua bondade.

Vaidade: Ainda que não seja fácil de reconhecer isso, algumas pessoas se tornam boas para serem reconhecidas como tal. Ser bom lhe concede o status de uma pessoa especial e competente e os bonzinhos adoram se gabar de suas capacidades. Se gabam de sua tolerância, paciência, calma, disciplina, gentileza, honestidade. Praticam o bem, fazem favores, ofertam ajuda, lideram campanhas sociais, porém arrumam um jeito de divulgarem sua bondade. Muitas vezes cobram retribuição, pois esperam que como forma de gratidão, em troca de sua bondade, a pessoa atenda algum desejo seu.

Vitimismo: De forma sutil, faz o claro papel da vítima, seja se mostrando cansado por ser aquele que faz tudo sem receber nada em troca: “Eu faço tanto pelos outros e ninguém faz nada por mim”; seja se colocando como o único responsável por fazer as coisas caminharem: “Se eu não fizer, ninguém faz”.

Medo da rejeição:  Bonzinhos frequentemente sofrem com o medo de não serem aceitos, amados ou reconhecidos pelo outro A lógica é: quanto mais eu agradar, menor a possibilidade de eu ser rejeitado.
O temor da rejeição pode fazer com que o bonzinho veja a demanda do outro como uma obrigação.

Insegurança: Ao se mostrar excessivamente prestativo ou incapaz de falar não pra alguém o bonzinho não está demonstrando sua generosidade, mas sim sua insegurança. Na maioria das vezes, o bonzinho não ajuda voluntariamente, mas sim pelo medo de não ser amado pelo outro. Em decorrência disso suas relações tendem a ser narcísicas, pois ele está o tempo todo tentando “resolver” a sua própria insegurança.

Passionais: Quando algo não sai como o esperado ficam ressentidos. Tratam o outro como ingrato e indigno do seu amor. Muitas vezes torcem para algo dar errado só para solicitarem sua ajuda.

Se relacionar com um bonzinho pode se tornar desgastante. Alguns bonzinhos tem a seguinte crença: “Bonzinho só se ferra”. Como todo herói precisa de um vilão, adivinha em quem ele vai projetar o rival? Em quem estiver por perto, no destino, nas voltas da vida, mas ele nunca será o responsável por nada de ruim que lhe acontecer.
O bonzinho manifesta em suas atitudes características que são atribuídas as pessoas bondosas, contudo eles não possuem o elemento que torna a bondade um valor precioso.
“A vaidade é um elemento tão sutil da alma humana que a encontramos onde menos se espera: ao lado da bondade, da abnegação, da generosidade!” (Ernesto Sábato)

Amanda Garcia Kreyci CRP 06/130484

Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo. Não substituem o processo de psicoterapia e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico.

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