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Quando algo não vai bem em nossa vida a primeira coisa a se fazer é tomar uma atitude para que a situação melhore, certo? Nem sempre.
Sabe aquela situação de sofrimento com qual você luta contra, mas não consegue se livrar?
Para cada situação/comportamento/sintoma que causa sofrimento e mesmo assim mantemos em nossa vida existe um ganho por trás. A princípio isso pode parecer sem lógica, mas é assim que a mente funciona. Mais sem logica ainda seria permanecer em uma condição ruim sem ganhar nada em troca.
O ganho secundário pode ser o responsável pelo funcionamento sabotador, que limita as possibilidades de mudança e reduz as chances de melhora dos estados de sofrimento ou insatisfação.
Em alguns casos, o cenário pode se prolongar por muito tempo, pois é difícil para a pessoa abrir mão das vantagens que isso traz. O sintoma só se mantém porque a pessoa encontrou ali uma forma de conseguir algo que lhe é importante. Um exemplo clássico é
o da pessoa que por estar doente recebe mais atenção e carinho dos familiares, amigos e conjugue, mas existem diversos exemplos:

A pessoa se mantém em um relacionamento infeliz por medo de ficar sozinha; o sujeito imaturo se envolve somente com pessoas mais imaturas ainda para passar a impressão de ser maduro; a pessoa vive reclamando que os outros não se viram sozinho, mas não consegue deixar de fazer tudo pelo outro, pois precisa criar essa relação de dependência para se sentir querida e necessária; o indivíduo vive se queixando, mas não faz nada para mudar sua situação, pois gosta de ficar na posição de vítima e ser objeto do compadecimento dos outros; o sujeito pode manter um sintoma para fazer o outro se sentir culpado ou até mesmo para se vingar daqueles que são obrigados a compartilhar do seu sofrimento; a pessoa pode se manter doente para conseguir se aposentar ou se manter afastado do trabalho; o sujeito que afasta todos por se comportar de maneira arrogante e dominadora pode estar tentando mascarar sua insegurança; a pessoa permanece na segurança de um emprego que não gosta para não precisar enfrentar a incerteza de um novo trabalho; o indivíduo indeciso que só consegue tomar uma decisão baseado na opinião do outro pode ganhar com isso o benefício de não precisar se responsabilizar por sua escolha, já que fez porque alguém falou.

Se você permanece em um padrão que quer mudar e não consegue, isso significa que a nível inconsciente você está tendo algum tipo de ganho que supera a sua vontade de mudar. Você pode estar pagando um preço muito alto pelo ganho. Será que vale a pena?

Você e só você é o grande causador daquilo que acontece em sua vida!

O ganho secundário pode ser o “presente” que você está aceitando para não ir em busca de algo melhor. De repente você se dispõe a mudar e descobre que é capaz de conseguir um emprego melhor, um relacionamento mais feliz, uma posição mais satisfatória na vida.

Você já parou para pensar com sinceridade o que você ganha mantendo o seu problema? E o que perderia se se livrasse dele?

Alguns ganhos são fáceis de se perceber, já outros são de difícil percepção, muitas vezes são compromissos selados há anos atrás. Conhecer a motivação por trás é fundamental para modificar a condição atual.

Enquanto o ganho for maior que o sofrimento é muito provável que a pessoa se mantenha na mesma situação, geralmente somente quando o sofrimento é maior que o ganho a pessoa se movimenta para buscar ajuda. Como disse Freud: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda. ”

 

Amanda Garcia Kreyci CRP 06/130484

Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo. Não substituem o processo de psicoterapia e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico.

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